Confira nossas dicas de 3 museus no Chile que valem a pena conhecer

Quem deseja conhecer um país ou cidade de verdade, precisa visitar seus museus para poder vivenciar sua história e entender a vida, a história e a arte que permeiam suas ruas e locais. No Chile, nosso vizinho ao sudoeste,  não seria diferente. Por isto, contamos aqui 3 museus para você viver o Chile com intensidade e deslumbramento.

 

foto por Jorge Barrios

Museu da Memória e dos Direitos Humanos

O destino é praticamente obrigatório pra quem está em Santiago. Foi inaugurado em 2010 pela então presidente chilena, Michelle Bachelet. O grande destaque do museu é um grande acervo com tudo sobre a ditadura militar chilena, liderada pelo general Augusto Pinochet.

O museu fica ao lado da estação de metrô Quinta Normal. Foi escolhida esta região pelo suas características culturais e também por um teor simbólico, pois se tratava de uma zona militar no período da ditadura no país.

A missão como museu é trazer reflexão sobre a memória, a solidariedade e a importância dos direitos humanos violados entre os anos 1973 e 1990 no país, para que nunca mais os repitam.

 

foto por Marcelo Ois Lagarde

La Chascona Casa Museo

A casa onde viveu o grande poeta chileno Pablo Neruda. Seu interior conta com uma galeria de arte com obras de pintores chilenos e estrangeiros, além dos aposentos do poeta com utensílios originais. O museu fica na Rua Fernando Márquez de la Plata, 192, no bairro boêmio Bellavista.

Aqui foi onde Neruda viveu até seus últimos dias, ao lado de sua esposa, a cantora e escritora, Matilde Urrutia. O projeto da casa é do espanhol, da Cataluña, Germán Rodríguez Arias – mesmo com o arquiteto, Neruda fez questão de participar ativamente editando a planta e ideias de Rodríguez. O nome da casa é homenagem aos cabelos avermelhados de Matilde.

Hoje, como museu, a casa conta com o acervo de coleções de livros, figuras de proa (aquelas esculturas que ficam bem na ponta de barcos), além de caracóis, garrafas e diversas partes do mundo.

O legal é o quanto o museu revela da personalidade do poeta e que hoje, entre suas paredes e jardins, guardam ainda a poesia que ecoa pelos recitais, lançamentos de livro e outros eventos culturais.

 

foto por Koppas

Museu Chileno de Arte Precolombino

Sua arquitetura em si já é uma grande obra de arte, dividida em dois pisos bem amplos e com muita diversidade, como a coleção de artefatos de toda a América pré-colombiana; a coleção têxtil andina, com peças de mais de 3 mil anos; as mais antigas múmias do mundo, as Múmias Chinchorro; obras de arte de culturas andinas, astecas e maias e muito mais. Fica na Rua Bandera, 361. (Estação de metrô Plaza de Armas).

O acervo do museu foi, inicialmente, obtido pelo arquiteto e filantropo Sergio Larraín García-Moreno  que, durante cinquenta anos, formou sua coleção de objetos pré-colombianos, seguindo critérios estéticos, não antropológicos.

Já na década de 70, Larraín dá a tarefa ao seu advogado para criar uma instituição que abrigaria sua coleção. Daí nasceu a Fungação Família Larraín Echeñique, cujo objetivo era criar este museu orientado a cuidar, estudar e difundir a coleção. Em 1981, por fim, em parceria com a capital chilena, o museu toma o formato que tem hoje.

 


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